domingo, 23 de março de 2014

A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS



Após assistir o filme  A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS, lembrei-me dos meus versos e todos os escritos que tenho, muitos já registrados na Biblioteca Nacional deste país outros lá em Portugal onde ainda não pus os pés, mas as palavras...
Comecei a refleti sobre todas as transformações que operei em minha vida, a luta por um amor que venci, a nova e doce vida de avó e deserdei do meu ofício de professora para a tristeza não me matar... Acho que transformei minha poesia em flores e lacinhos, queria meus livros nas mãos das crianças, enquanto isso não acontece vou deixando um pouquinho de mim na fotografia das famílias.
Minha poesia não morreu como eu as vezes imagino...ela está nas longas noites de criação para decorar a felicidade das pessoas.
Estou cada dia mais completa e nem sei direito lidar com a felicidade, o nosso mundo é meio avesso, nossa cultura é derrotista e incrédula, vivemos em busca da felicidade, mas a maioria esmagadora não acredita nela. Eu acredito! Eu a tenho em cada instante da minha vida! Não importa que ninguém acredite! Não importa...o que importa é procuro fazer tudo que me faz feliz, do meu jeito.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

AS MELHORES CENAS DA VIDA



Reviver todas a cenas vividas não seria o ideal
Ideal é viver
As melhores são as cenas  não registradas
As cenas que o amor produz
Viver é simplesmente isto
Eu posso sair agora para o outro lado
com a certeza que fiz por aqui o que tinha que fazer
Amar e viver
Estas são as melhores cenas
Aquelas que não registrei, são as que mais sinto saudades.


Tereza Amaral

domingo, 9 de junho de 2013

EU TE AMO



As palavras são como borboletas, voam e pousam onde desejam. O exercício do amar é diário...as palavras não dão conta.


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

PARA SEMPRE


Tenho dentro de uma mala todos os beijos e abraços que gostaria de dar...
São tão grandes e profundos que nem estão cabendo lá.
Os guardei do tempo da infância, tempo que suas mãos cabiam nas minhas
Do tempo em que ainda as via dormir
Do tempo em que eu passava pomadinha no machucado.
Estão lá... dentro delas.
Certamente no dia em que tudo for para sempre
Receberão os beijos e abraços que guardei.
Para sempre.

Tereza Amaral

quarta-feira, 29 de junho de 2011

UM CONTO CURTO- O FIM




Toda a manhã lhe vinha à sensação de repudio a realidade, ele não estava mais ali. Resistia por alguns segundos a idéia da nova vida. Poderia morrer, mas era demasiada covarde ou corajosa para enfrentar a situação que completava exatos trinta dias. O café da manhã era um ritual funesto, as lagrimas davam-lhe um sabor agridoce. A pressa cotidiana e os beijos não mais existiam. À noite a leitura era interrompida pela saudade e os pensamentos a levavam para os melhores momentos já vividos. Ouviu barulho na cozinha, levantou-se assustada, vestiu o roupão atoalhado e caminhou em passos silenciosos, o coração disparado, os olhos buscavam o interruptor, mas o medo não a deixava encontrar. Uma mão pesada tapou-lhe a boca e apavorada permaneceu imóvel, tão próxima aquele corpo, foram segundos de desespero e novamente lembranças aleatórias da infância, da adolescência, do seu amor que fora embora. Ela nunca quis viver tanto como naquele momento, ainda tentou se desprender, mas foi em vão. E mais uma vez movida pela coragem de morrer ou pela covardia de não lutar se rendeu. Aquietou-se e chorou conformada esperando o fim. A mão afrouxou-lhe a boca e segurou seu queixo projetando-o para trás como se fosse lhe contar um segredo e disse: - Eu te amo



Tereza Amaral

terça-feira, 28 de junho de 2011

SENTIR


SENTIR

Os desejos operam milagres
Os amores se entrelaçam na história dos corajosos
Os dias desafiadores me seduzem
Uma espada de lâmina brilhante paralela ao meu corpo
Esses dias e noites inesquecíveis...
Esse sabor de vitória e derrota encanta
Pessoas me encantam...
Todo lugar é meu lugar
Todo minuto vivido me aproxima do êxtase
Todos os caminhos são possíveis
Tudo toco e não me importo com a textura
Quero apenas sentir...
Não há outra forma mais poética de viver, senão vivendo...
Absolutamente tudo!

domingo, 26 de junho de 2011

A LUA E EU

A LUA E EU 

Através da lua que vejo o mundo 
Enigmático e dramático 
Um surto de palavras na madrugada 
Contos ousados 
Casos passados... 
A lua e eu numa metamorfose 
Frases que tento rimar 
Folhas e morcegos 
Em versos livres 
Noites sem relógio 
Sem tempo e medida 
Vida notívaga 
Luar de todo canto 
Silencio que os poetas entendem 
Vinhos e papos 
De cima eu vejo a mim mesma.. 
O mundo vivo como o dia... 
Romances e sonhos 
Saudade de noites de luar... 
Rabiscos de escritor 
Lua e noite 
Gritos de dor... 
Ilusões... 
Orgasmos 
Milagres 
Sonhos 
Orações 
Criações 
Meu mundo e o teu... 
Seus olhos 
A lua e eu.